O candidato ao Senado pela Bahia João Roma (PL) defendeu a adoção de medidas para proteger apostadores e famílias dos possíveis impactos relacionados às apostas esportivas. A declaração foi dada nesta segunda-feira (21), durante sabatina na TV Aratu, em resposta a questionamentos do editor de política do Bahia Notícias, Mauricio Leiro.
Roma criticou a atuação do governo federal na regulamentação das chamadas bets e afirmou que, em sua avaliação, a discussão sobre o setor teria priorizado a arrecadação de impostos em detrimento da proteção das famílias.
“É uma pena que esse mesmo presidente [Lula] não tenha se lembrado disso quando ele instituiu essa possibilidade dessa divulgação toda das bets e esqueceu das famílias brasileiras”, afirmou.
Durante a entrevista, o candidato também relatou situações que, segundo ele, estariam relacionadas à dependência em jogos e destacou possíveis impactos financeiros sobre famílias de baixa renda.
“Tem gente que, às vezes, deixa de colocar comida dentro de casa porque gastou dinheiro todo dentro dos jogos”, declarou.
Roma defende proteção aos usuários
O candidato afirmou que o debate sobre as apostas esportivas não deveria se limitar à regulamentação ou à arrecadação de tributos. Para Roma, eventuais mudanças nas regras do setor precisam vir acompanhadas de mecanismos voltados à proteção dos usuários e das famílias.
“Antes de qualquer coisa, para além da discussão da regularização ou não, a gente precisa ter um foco crucial em defender as pessoas, defender as famílias brasileiras, inclusive os mais pobres”, disse.
A legislação brasileira já prevê mecanismos de proteção relacionados às apostas. Desde 2025, por exemplo, beneficiários de programas sociais como Bolsa Família e BPC estão impedidos de abrir ou manter contas em plataformas de apostas autorizadas. Em agosto de 2026, o Ministério da Fazenda informou que o sistema responsável pelo bloqueio também passou a alcançar beneficiários de outros programas de proteção ou renegociação financeira.
Também foram ampliadas, em julho deste ano, as regras para publicidade das apostas. As normas passaram a exigir advertências sobre os riscos associados às bets e estabeleceram restrições para campanhas que possam incentivar apostas excessivas, apresentar o jogo como fonte de renda ou investimento ou atingir crianças e adolescentes.
Roma afirmou ainda ser contrário a decisões tomadas por impulso e defendeu que qualquer alteração no setor seja acompanhada de regras específicas para reduzir os impactos sobre usuários e famílias.