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Bahia domina ranking de tremores de terra no Nordeste; Jacobina registra 60 ocorrências

Jacobina, na Bahia, lidera o Nordeste com 60 tremores de terra em 2023, destacando a atividade sísmica na região, segundo o LabSis/UFRN.

Por Urgente Bahia
Bahia domina ranking de tremores de terra no Nordeste; Jacobina registra 60 ocorrências

O município de Jacobina, no norte da Bahia, liderou o ranking de cidades com maior número de ocorrências sismológicas registradas no Nordeste entre janeiro e junho deste ano. De acordo com dados divulgados pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), foram contabilizados 60 tremores de terra no município no primeiro semestre.

Além do número expressivo de ocorrências, um detalhe chama a atenção: muitos dos tremores registrados em Jacobina aconteceram em um intervalo de aproximadamente dez minutos, entre 12h35 e 12h45.

A segunda colocada no levantamento foi Currais Novos, no Rio Grande do Norte, com 23 ocorrências. A Bahia aparece como o estado com maior presença entre as dez cidades que mais registraram atividade sísmica no período, com seis municípios no ranking.

Confira a lista:

  1. Jacobina (BA) – 60 tremores
  2. Currais Novos (RN) – 23
  3. Maracás (BA) – 13
  4. Santaluz (BA) – 9
  5. Caruaru (PE) – 8
  6. Serrinha (BA) – 7
  7. Itagibá (BA) – 6
  8. Jaguarari (BA) – 6
  9. Canhoba (SE) – 5
  10. Arapiraca (AL) – 5

Bahia concentra atividade sísmica

Embora o Brasil esteja localizado no interior da Placa Sul-Americana, distante das principais bordas de placas tectônicas, onde geralmente ocorrem os terremotos de maior magnitude, o país não está livre de tremores de terra.

Abalos sísmicos de baixa magnitude podem ocorrer em diferentes regiões brasileiras, geralmente associados à movimentação de falhas geológicas existentes no subsolo.

Na Bahia, municípios como Jacobina, Jaguarari e Maracás apresentam registros recorrentes de atividade sísmica. Esses eventos, em sua maioria, são de baixa magnitude e podem ser sentidos pela população, mas normalmente não provocam danos significativos.

O acompanhamento desses fenômenos é realizado pelo LabSis/UFRN, que monitora a atividade sísmica em diferentes pontos do Nordeste por meio de uma rede de estações sismográficas.

A ocorrência frequente de pequenos tremores não significa, necessariamente, que a região esteja prestes a registrar um terremoto de grande magnitude. O monitoramento, no entanto, é importante para compreender o comportamento das falhas geológicas e acompanhar possíveis alterações na atividade sísmica.

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