Política
Ausência de Wagner, Rui e Coronel vira alvo de críticas durante debate ao Senado na TV Bahia
A ausência de Wagner, Rui e Coronel no debate da TV Bahia gera críticas entre candidatos, que exploram a situação na reta final da campanha ao Senado.

A ausência dos senadores Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (Republicanos) e do ex-ministro Rui Costa (PT) no debate entre candidatos ao Senado promovido pela TV Bahia, nesta sexta-feira (25), foi explorada pelos três concorrentes que participaram do encontro.
João Roma (PL), Professora Delliana (PSOL) e Marcelo Carvalho (Rede) utilizaram diferentes momentos do debate para questionar a decisão dos adversários de não comparecer ao confronto, realizado na reta final da campanha para as eleições de 2026. A emissora havia confirmado os seis candidatos no encontro.
Segundo as justificativas divulgadas, Wagner e Rui estavam em Campo Formoso, onde participaram de um comício do grupo político ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As assessorias dos petistas informaram que os dois não conseguiriam retornar a Salvador a tempo do debate.
Já Angelo Coronel acompanhou uma agenda do candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), em Senhor do Bonfim.
João Roma faz críticas a Wagner e Rui
Logo na abertura do debate, João Roma criticou a ausência dos dois petistas e afirmou que eles teriam “muito o que explicar para o povo baiano”, fazendo referência a investigações envolvendo os políticos.
Ao responder a Professora Delliana, Roma também fez uma comparação entre os adversários e afirmou que, apesar das divergências ideológicas, não via a candidata em “páginas policiais”.
Na sequência, o candidato voltou a citar investigações envolvendo Wagner e Rui Costa e fez acusações relacionadas a diferentes episódios envolvendo os dois políticos.
Roma também mencionou o caso Banco Master e relacionou a ausência de Jaques Wagner ao conteúdo de uma reportagem publicada pelo UOL nesta sexta-feira. Segundo a publicação, Daniel Vorcaro afirmou, em uma proposta de delação premiada posteriormente rejeitada pela PF e pela PGR, que um grupo político ligado a Wagner receberia cerca de R$ 3 milhões mensais em supostas vantagens indevidas.
É importante destacar que o próprio relato de Vorcaro, segundo o UOL, não foi considerado suficientemente corroborado pelas autoridades, e o ex-banqueiro afirmou não ter presenciado diretamente os supostos pagamentos. As acusações foram negadas por Wagner e por Augusto Lima, citado como fonte das informações apresentadas por Vorcaro. A defesa do ex-banqueiro também contestou a divulgação e a autenticidade e integridade dos anexos.
Delliana diz que nunca recebeu “mesada” de banqueiros
Professora Delliana também aproveitou o debate para fazer críticas aos adversários.
Sem citar Wagner nominalmente naquele momento, a candidata afirmou que nunca recebeu pagamentos de banqueiros e destacou sua trajetória profissional como professora da educação básica.
Ela também declarou que não possui o nome associado a escândalos de corrupção e afirmou que não teria multiplicado o próprio patrimônio nos últimos anos.
Marcelo Carvalho mira Angelo Coronel
Marcelo Carvalho concentrou suas críticas em Angelo Coronel, lamentando a ausência do senador no debate.
O candidato da Rede afirmou que Coronel não teria tido “coragem” de participar do confronto e o criticou por uma declaração anterior na qual, segundo Carvalho, teria afirmado não conhecê-lo.
Debate ocorreu na reta final da campanha
O debate da TV Bahia foi realizado na reta final da campanha eleitoral e reuniu apenas João Roma, Professora Delliana e Marcelo Carvalho.
A Rede Bahia havia anunciado o confronto com seis candidatos ao Senado: Angelo Coronel, Jaques Wagner, João Roma, Marcelo Carvalho, Professora Delliana e Rui Costa.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, e o debate desta sexta-feira foi o primeiro confronto televisivo entre os candidatos ao Senado promovido pela emissora.
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