Porto Seguro
Investigada por golpes na venda de piscinas é presa em Eunápolis; cerca de 15 vítimas foram identificadas
Mulher é presa na Bahia por aplicar golpes na venda de piscinas; 15 vítimas relataram pagamentos não realizados e serviços não concluídos.

Uma mulher investigada por aplicar golpes na venda de piscinas de fibra foi presa neste domingo (16), no povoado de Sulzinho, zona rural de Vereda, no extremo sul da Bahia. Rauna Angeli Souza, de 31 anos, era procurada pela Justiça após ser alvo de uma investigação da Polícia Civil por suspeita de estelionato.
De acordo com as investigações, a maior parte das ocorrências atribuídas à suspeita foi registrada em Eunápolis e em municípios da região. Cerca de 15 vítimas teriam procurado as autoridades para denunciar que realizaram pagamentos antecipados pela compra e instalação de piscinas, mas não tiveram os serviços concluídos.
Segundo a Polícia Civil, a empresa utilizada nas negociações tinha sede em Eunápolis. A investigada teria utilizado as redes sociais para atrair clientes, oferecendo piscinas com promessa de entrega rápida e condições consideradas vantajosas. Os pagamentos eram realizados antecipadamente, por meio de Pix, transferências bancárias e cartões de crédito.
Ainda conforme a investigação, em alguns casos, Rauna teria iniciado a escavação dos terrenos onde as piscinas seriam instaladas, como forma de transmitir segurança aos clientes e demonstrar que o serviço seria executado. Após receber parte significativa dos valores, no entanto, os trabalhos eram interrompidos.
As vítimas relataram que, posteriormente, a investigada apresentava diferentes justificativas para os atrasos, incluindo supostos problemas de saúde e dificuldades com fornecedores. Com o passar do tempo, segundo os relatos reunidos no inquérito, Rauna deixava de responder às mensagens e contatos dos clientes.
As denúncias também apontaram negociações envolvendo moradores de Itabela, Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro. Após o aumento das reclamações, a investigada teria encerrado os pontos comerciais que mantinha, deixado Eunápolis e passado a ser considerada foragida.
Durante o inquérito, os investigadores ouviram as vítimas, reuniram documentos e cruzaram informações em sistemas policiais. A apuração também teria identificado registros anteriores relacionados a ocorrências de natureza semelhante atribuídas à investigada.
Rauna foi indiciada por estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal. O mandado de prisão preventiva foi expedido em 19 de maio pela 2ª Vara Criminal de Eunápolis.
A prisão ocorreu durante uma ação conjunta das polícias Civil e Militar. Após ser localizada e detida, Rauna foi encaminhada às autoridades competentes e permanece custodiada à disposição da Justiça.
A investigação segue para esclarecer a extensão dos prejuízos e identificar outras possíveis vítimas ou negociações relacionadas ao caso.
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