Vitória da Conquista
Wagner Alves amarga 3ª suplência e derrota expõe desgaste político de Sheila Lemos
Wagner Alves enfrenta dificuldades na política, ocupando a 3ª suplência após acusações de uso da Prefeitura em sua campanha eleitoral.

Na tentativa de eleger o marido, Sheila Lemos concentrou sua força política na candidatura de Wagner Alves, rompendo com antigos aliados e reorganizando sua base em torno do projeto eleitoral.
A campanha ocorreu em meio a acusações de suposto uso da estrutura da Prefeitura para fortalecer a candidatura. A própria ação eleitoral que questionou a campanha cita a criação de cerca de 140 cargos comissionados entre 2025 e 2026, com alegações de que nomeações teriam servido para acomodar lideranças políticas, ex-candidatos e familiares de aliados.
Entre os episódios citados nas denúncias estão nomeações de lideranças que passaram a apoiar Wagner, além da atuação de servidores e secretários na promoção de sua candidatura. As acusações são objeto de questionamento na Justiça e não representam, por si só, uma condenação.
Apesar de toda essa estrutura política e administrativa mobilizada em torno de seu projeto, Wagner Alves não conseguiu chegar à Assembleia Legislativa e terminou como terceiro suplente.
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O resultado representa um revés para a estratégia de Sheila Lemos. A prefeita colocou seu nome e seu grupo político na linha de frente da campanha, afastou-se de antigos aliados e apostou na eleição do marido. Ao final, porém, a estrutura mobilizada não se converteu no mandato esperado.
Mais do que uma derrota eleitoral individual, o resultado abre um debate sobre o prestígio político de Wagner dentro do próprio grupo governista e sobre a capacidade de Sheila Lemos de transformar sua força administrativa em votos suficientes para eleger seu principal aliado familiar.
Muito aparato político, pouca eficiência nas articulações e, no fim, Wagner Alves fora da Assembleia e na terceira suplência.
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