Política
Paulo Magalhães não consegue renovar mandato e fica como suplente na Câmara Federal
Paulo Magalhães não renova mandato e se torna suplente na Câmara Federal, com queda de votos em relação à eleição de 2022.

O deputado federal Paulo Magalhães (PSD) não conseguiu renovar o mandato nas eleições deste domingo (4) e ficou fora das 39 cadeiras da Bahia na Câmara dos Deputados. Com 82.187 votos em todo o estado, o parlamentar terminou a disputa na condição de suplente.
O resultado interrompe, ao menos por enquanto, uma longa trajetória de Paulo Magalhães no Congresso Nacional e representa uma queda significativa em relação à eleição de 2022, quando foi reeleito com 107.093 votos.
Na comparação entre as duas eleições, foram 24.906 votos a menos, uma redução de aproximadamente 23% na votação estadual.
Votação também recua no sul da Bahia
Paulo Magalhães mantém há anos uma relação política com o sul da Bahia, especialmente com municípios como Ilhéus e Itabuna, onde construiu bases eleitorais e manteve presença política ao longo dos últimos mandatos.
A atuação também envolveu a destinação de recursos por meio de emendas parlamentares. Somente em transferências especiais de 2026, dados públicos apontam R$ 2,238 milhões destinados a Itabuna e R$ 497,5 mil para Ilhéus.
Mesmo com essa presença, a votação do deputado recuou na região.
Em Ilhéus, Paulo Magalhães recebeu 2.282 votos neste domingo, terminando como o décimo candidato a deputado federal mais votado no município. Em 2022, ele havia obtido 3.608 votos entre os eleitores ilheenses.
A diferença foi de 1.326 votos, o equivalente a uma queda de aproximadamente 37%.
Itabuna também pesa no resultado
Itabuna também ocupa espaço importante na trajetória eleitoral de Paulo Magalhães. Na eleição de 2022, o município registrou 5.375 votos para o parlamentar, sendo sua segunda maior votação municipal em toda a Bahia, atrás apenas de Salvador.
A votação conquistada na região, entretanto, não foi suficiente para compensar a redução registrada em outras partes do estado e garantir uma das vagas destinadas à Bahia na Câmara.
Resultado deixa deputado na suplência
Apesar da votação expressiva, os 82.187 votos obtidos em 2026 não foram suficientes para assegurar a permanência de Paulo Magalhães na Câmara a partir de 2027.
Isso ocorre porque, nas eleições proporcionais, a definição das vagas leva em consideração não apenas a votação individual dos candidatos, mas também o desempenho das legendas ou federações na distribuição das cadeiras.
Com o resultado, Paulo Magalhães encerra a eleição sem mandato garantido para a próxima legislatura, mas permanece na condição de suplente.
Dessa forma, o parlamentar poderá assumir uma cadeira durante a legislatura caso surja uma vaga dentro da composição partidária correspondente, dependendo da ordem de suplência e das circunstâncias que eventualmente alterem a bancada eleita.
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