Vitória da Conquista
Vereador Diogo Azevedo de Vitória da Conquista é afastado por decisão da Justiça Eleitoral
Uma decisão monocrática proferida durante o feriado de 2 de Julho pela desembargadora eleitoral da classe dos advogados, Carina Canguçu, determinou o afastamento cautelar do vereador Diogo Gomes de Azevedo Feitosa, o Diogo Azevedo, do mandato na Câmara Municipal de Vitória da Conquista. Eleito nas eleições municipais de 2024 com 6.017 votos, Diogo entrou para … Continued

Uma decisão monocrática proferida durante o feriado de 2 de Julho pela desembargadora eleitoral da classe dos advogados, Carina Canguçu, determinou o afastamento cautelar do vereador Diogo Gomes de Azevedo Feitosa, o Diogo Azevedo, do mandato na Câmara Municipal de Vitória da Conquista.
Eleito nas eleições municipais de 2024 com 6.017 votos, Diogo entrou para a história política do município ao se tornar o vereador mais votado já registrado em Vitória da Conquista.
A decisão foi tomada no âmbito de uma ação ajuizada pelo primeiro suplente, Alisson Roberto, que questiona a desfiliação de Diogo Azevedo do União Brasil, legenda pela qual foi eleito. Na ação, o suplente sustenta que o parlamentar deixou o partido sem apresentar justa causa, o que, segundo a legislação eleitoral, pode ensejar a perda do mandato por infidelidade partidária.
Além de determinar o afastamento provisório do vereador, a magistrada também autorizou a imediata posse do primeiro suplente, ressaltando que a medida possui caráter “precário e reversível”, permanecendo válida até nova deliberação da Justiça Eleitoral.
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A decisão repercutiu nos bastidores políticos e jurídicos da Bahia, principalmente por ter sido proferida de forma monocrática, durante o feriado da Independência da Bahia, antes mesmo da fase de instrução processual, circunstância considerada incomum por integrantes do meio jurídico ouvidos pela reportagem.
Segundo apuração, a direção nacional do PSDB avalia adotar medidas para contestar a decisão. Entre as possibilidades em análise estão a apresentação de medidas correcionais junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além da convocação de uma reunião interna, em caráter de urgência, para discutir os desdobramentos políticos do caso.
Nos bastidores, também há discussões sobre uma eventual ruptura política envolvendo o grupo ligado ao pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, diante dos reflexos que a decisão poderá provocar nas articulações para as eleições de 2026.
A defesa do vereador Diogo Azevedo ainda poderá recorrer da decisão, buscando sua suspensão ou reforma nas instâncias competentes. O mérito da ação de infidelidade partidária ainda será analisado pela Justiça Eleitoral.
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