Bahia
Desafios de Lula no Nordeste: Rejeição Crescente e Conflitos Internos
O Nordeste apresenta novos desafios para Lula, com queda na avaliação do governo e conflitos internos na base aliada.

O Nordeste, crucial para a vitória de Lula (PT) em 2022, enfrenta novos desafios para o presidente nesta eleição. A avaliação do governo e a rejeição ao petista na região estão em queda, conforme informações do portal ipiauurgente.com.br. Além disso, rachas na base aliada se intensificam em pelo menos seis dos nove estados nordestinos.
Quatro anos atrás, o Nordeste foi a única região onde Lula saiu vitorioso, com 69,3% dos votos. Essa diferença significativa ajudou a compensar suas derrotas em outras partes do país, garantindo seu terceiro mandato. No entanto, aliados afirmam que repetir esse sucesso é essencial para a reeleição.
As pesquisas indicam que, apesar de ainda contar com o apoio da maioria dos eleitores nordestinos, a avaliação positiva do governo Lula tem diminuído. Em março de 2022, 27% dos eleitores afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum. Esse número subiu para 33% na pesquisa mais recente.
Enquanto Lula teve 67% de apoio no segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL) em 2022, agora esse percentual caiu para 59%, em uma disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As margens de erro das pesquisas variam de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.
A avaliação do governo também mostra uma queda. Em setembro de 2023, 49% dos entrevistados consideravam a gestão ótima ou boa, mas esse número caiu para 41% na pesquisa mais recente. Por outro lado, a rejeição a Flávio Bolsonaro cresceu na região, passando de 33% em junho para 52% agora.
Outro desafio enfrentado pelo PT é a divisão interna na base aliada. Em estados como Piauí, o governador Rafael Fonteles (PT) e o ex-governador Wellington Dias (PT) têm divergências sobre a escolha do candidato a vice-governador, o que gerou atritos entre os grupos.
Na Bahia, a situação não é diferente. O ministro Rui Costa e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, estão em conflito há tempos, complicando a estratégia do partido para as eleições de 2026. Em outros estados, como Ceará e Maranhão, a disputa entre candidatos da base pode prejudicar a campanha.
Além disso, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), enfrenta dificuldades em construir sua sucessão, enquanto em Alagoas, a candidatura lulista será liderada pelo ministro Renan Filho (MDB). Apesar das dificuldades, o secretário-executivo do PT, Henrique Fontana, acredita que ter muitos apoios é melhor do que não ter nenhum.
Com tantos desafios, o cenário no Nordeste exige atenção e estratégia cuidadosa para Lula e seu partido, enquanto a eleição se aproxima.
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