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Críticas surgem após leilão de energia priorizar usinas poluentes

Críticas surgem após leilão de energia priorizar usinas poluentes, impactando a matriz energética e aumentando custos para consumidores.

Por Urgente Bahia
Críticas surgem após leilão de energia priorizar usinas poluentes
© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Organizações ambientais e de defesa do consumidor manifestaram descontentamento com os resultados do Leilão de Reserva de Capacidade 2026, realizado em 18 de outubro. Conforme informações da Agência Brasil, o leilão priorizou usinas movidas a combustíveis fósseis, prejudicando a matriz energética limpa do Brasil.

O Instituto Internacional Arayara criticou a escolha das usinas, apontando que apenas cinco dos 100 empreendimentos vencedores são hidrelétricas, enquanto a maioria são termelétricas a gás natural e carvão mineral. Essa decisão, segundo o Arayara, contraria os compromissos climáticos do país, especialmente após a COP30.

A Frente Nacional de Consumidores de Energia (FNCE) também se manifestou, afirmando que a contratação de fontes poluentes resultará em um custo adicional de R$ 39 bilhões por ano e um aumento nas contas de luz. A entidade alerta que isso pode agravar a inflação e as emissões de gases de efeito estufa.

O Instituto Nacional de Energia Limpa (INEL) apresentou um pedido de impugnação do leilão, que foi negado. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu a decisão, afirmando que o leilão visa garantir a segurança energética do Brasil, mas críticos temem pelos impactos a longo prazo.

Na próxima sexta-feira, 20 de outubro, um novo leilão está agendado para contratar energia de termelétricas a óleo diesel e biodiesel, levantando mais preocupações sobre a dependência de fontes não renováveis.

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