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Setores da economia clamam por cortes mais profundos na taxa Selic
Setores da economia pedem cortes mais profundos na taxa Selic, alegando que a redução atual é insuficiente para estimular o crescimento.

A recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, agora em 14,75% ao ano, gerou críticas de diversos segmentos econômicos. Segundo informações da agenciabrasil.ebc.com.br, as entidades do setor produtivo consideram a medida correta, mas insuficiente para enfrentar os desafios do crescimento.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) argumenta que o corte não é suficiente para reverter a desaceleração da atividade econômica. O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que a cautela do Banco Central penaliza a economia. Com uma inflação em desaceleração, a taxa de juros real ainda está alta, indicando que a política monetária é excessivamente restritiva.
A Fecomércio-SP também se manifestou, ressaltando que o início do ciclo de queda da Selic ocorre em meio a incertezas, o que limita a intensidade dos cortes. A inflação de serviços e o cenário internacional, com a alta do petróleo, dificultam uma redução mais rápida.
As incertezas globais, como o conflito entre Irã, EUA e Israel, também influenciam essa decisão. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) acredita que o Banco Central age com prudência diante desse ambiente desafiador.
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Por outro lado, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) critica a medida, considerando-a insuficiente para aliviar as dívidas. A Força Sindical concorda que o corte é um passo, mas a intensidade precisa ser maior para impulsionar a economia e o emprego, conforme afirmações de Miguel Torres, presidente da entidade.
Embora o ciclo de queda tenha começado, há um consenso sobre a importância do ritmo das próximas decisões. A expectativa é que uma redução mais significativa dos juros possa estimular investimentos e aliviar o endividamento no Brasil.
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