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Copom Decide Sobre Juros em Meio à Instabilidade do Petróleo e Conflitos no Oriente Médio
O Copom discute a taxa de juros em meio à pressão do petróleo e conflitos no Oriente Médio, com expectativa de redução da Selic.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (18) para discutir a taxa de juros, enquanto o preço do petróleo enfrenta pressão devido à guerra no Oriente Médio. Conforme informações da agenciabrasil.ebc.com.br, analistas esperam a primeira redução da Selic em dois anos.
Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006. A taxa foi elevada em sete ocasiões consecutivas antes de permanecer inalterada nas últimas quatro reuniões. A decisão sobre a nova taxa será divulgada no início da noite.
A situação no Copom é complicada, pois dois diretores tiveram seus mandatos expirados e o presidente Lula ainda não indicou substitutos. A expectativa inicial era de um corte de 0,5 ponto na Selic, mas o aumento das tensões no Oriente Médio levantou dúvidas sobre essa possibilidade.
Além disso, a inflação tem mostrado um comportamento instável. A prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA) subiu para 0,7% em fevereiro, mas a inflação acumulada em 12 meses caiu para 3,81%, registrando um nível abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024.
O Copom se reúne a cada 45 dias, e suas decisões impactam diretamente o crédito e a economia do país. A expectativa é de que uma redução na Selic possa estimular a atividade econômica e facilitar o acesso ao crédito.
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