Política
Conquista: Assim como Sheila eleição que elegeu Zé Raimundo em 2004 foi parar nos tribunais e ele concluiu o mandato
Na próximas terça-feira (18), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgará a elegibilidade da prefeita Sheila Lemos (União Brasil), em um processo que pode redefinir o cenário político de Vitória da Conquista. O julgamento, que está marcado para acontecer às 19h, reacende um histórico de disputas judiciais envolvendo eleições municipais na cidade, lembrando um caso ocorrido … Continued
Na próximas terça-feira (18), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgará a elegibilidade da prefeita Sheila Lemos (União Brasil), em um processo que pode redefinir o cenário político de Vitória da Conquista. O julgamento, que está marcado para acontecer às 19h, reacende um histórico de disputas judiciais envolvendo eleições municipais na cidade, lembrando um caso ocorrido há 20 anos, quando a eleição de 2004 só foi decidida em 2008, pouco antes de um novo pleito.
Na eleição de 2004, José Raimundo (PT) venceu com 70.759 votos (55,24% dos votos válidos), superando Coriolano Sales, que obteve 56.732 votos (44,29%). No entanto, Sales ingressou com uma ação na Justiça Eleitoral acusando o petista de abuso de poder econômico e condutas vedadas, como a realização de obras eleitoreiras e o uso de bens públicos para beneficiar sua campanha.
Inicialmente, a Justiça Eleitoral do município rejeitou o pedido, mas Coriolano recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que, em novembro de 2006, cassou o mandato de José Raimundo por 4 votos a 2. A decisão dividiu a Corte, e três dos quatro desembargadores que votaram pela cassação defenderam uma nova eleição. Durante esse período de instabilidade, o presidente da Câmara Municipal, na época, assumiu interinamente o cargo por dois dias até que José Raimundo retornasse ao posto por meio de uma liminar.
O caso seguiu para o TSE, onde permaneceu por mais um ano e meio. Somente em 27 de maio de 2008, poucos meses antes das novas eleições, o tribunal decidiu manter o mandato de José Raimundo. Por 4 votos a 3, os ministros entenderam que, embora houvesse liberação de recursos federais no período vedado, não ficou comprovado desvio de dinheiro ou abuso do poder econômico.
- ACM Neto exalta lealdade de Zé Ronaldo e diz que prefeito é “garantia de vitória” da oposição na Bahia
- João Roma anuncia Suzana Ramos e Rodrigo Hagge como suplentes ao Senado na chapa da oposição na Bahia
- Polícia Federal intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre supostas vantagens do Banco Master
Mas, além desse caso, o que muita gente não lembra ou até não sabe, é que em 2012, Herzem Gusmão entrou com Ação de Investigação na Justiça Eleitoral (AIJE) contra a eleição de Guilherme Menezes. No entanto, o processo não prosperou na primeira instância.
O julgamento de 2025

uas décadas depois, Vitória da Conquista volta a ser palco de uma disputa eleitoral que será resolvida nos tribunais. A prefeita Sheila Lemos, inicialmente considerada inelegível pelo TRE-BA, conseguiu reverter a decisão em 19 de novembro de 2024, por meio de uma decisão monocrática do ministro André Ramos Tavares. O magistrado argumentou que a inelegibilidade reflexa, motivada pelo fato de sua mãe, Irma Lemos, ter ocupado temporariamente a prefeitura, não se aplicava no caso.
No entanto, adversários políticos recorreram. A coligação “A Força para Mudar Conquista” (PT/PCdoB/PV e outros partidos), que teve Waldenor Pereira (PT) como candidato, e Marcos Adriano Cardoso (Avante) apresentaram agravos regimentais, levando o caso ao plenário do TSE. Eles contestam a decisão monocrática e pedem que o caso seja analisado pelo plenário da Corte Eleitoral.
Marcos Adriano argumenta que a decisão individual do ministro André Ramos Tavares contraria jurisprudências anteriores do TSE e que a alternância de poder e a isonomia eleitoral foram comprometidas. O candidato derrotado pelo Avante sustenta que as condições que motivaram o indeferimento da candidatura de Sheila Lemos no TRE-BA não foram alteradas, o que justificaria a manutenção da inelegibilidade.
Já a coligação liderada por Waldenor Pereira reforça a tese de que Irma Lemos, ainda que temporariamente, exerceu atos administrativos no comando da prefeitura, o que configuraria a continuidade do grupo político familiar. Para os opositores, essa situação
A decisão do próximo dia 18 de fevereiro poderá confirmar sua elegibilidade ou levar à realização de novas eleições. O caso é acompanhado de perto por especialistas e lideranças políticas, pois pode estabelecer um novo precedente para casos semelhantes em todo o país.
Seja qual for o desfecho, a história se repete em Vitória da Conquista: mais uma eleição será decidida não apenas nas urnas, mas também nos tribunais.
Comentários
Posts relacionados

ACM Neto exalta lealdade de Zé Ronaldo e diz que prefeito é “garantia de vitória” da oposição na Bahia
22 de julho de 2026
João Roma anuncia Suzana Ramos e Rodrigo Hagge como suplentes ao Senado na chapa da oposição na Bahia
22 de julho de 2026
Polícia Federal intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre supostas vantagens do Banco Master
21 de julho de 2026
