Economia
Aumento no preço do diesel é relacionado à guerra no Oriente Médio, diz Petrobras
A Petrobras atribui aumento do diesel à guerra no Oriente Médio; medidas do governo buscam minimizar impactos ao consumidor.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, declarou que o recente aumento no preço do diesel, anunciado nesta sexta-feira (13), está vinculado à guerra no Oriente Médio, conforme informações de fontes locais. Em coletiva de imprensa, a empresa ressaltou que está monitorando os preços diariamente em meio a esse cenário conturbado.
Até o momento, a Petrobras não prevê qualquer aumento no preço da gasolina. Apesar das incertezas no cenário internacional, a estatal afirma que tem cumprido suas obrigações de entrega e até superado as expectativas com os distribuidores, garantindo que não há falta de combustíveis no mercado.
“Nossa preocupação continua a mesma, não passar para a sociedade um nervosismo desnecessário”, enfatizou Chambriard, ao comentar que o diesel estava em uma trajetória de queda antes do conflito.
A presidente destacou que a guerra foi o principal fator para o aumento, já que há apenas 20 dias havia uma tendência de redução nos preços. Além disso, ela mencionou que o impacto do aumento seria mais significativo se não fossem as medidas do governo federal, que zerou impostos sobre a importação e comercialização do diesel.
Com essas ações, o alívio no preço do diesel chega a R$ 0,32 por litro. Sem essas intervenções, o aumento teria sido de R$ 0,70, mas, com as medidas, o valor efetivo foi reduzido para apenas R$ 0,06.
Chambriard também ressaltou que o impacto final para o consumidor deve ser ainda menor, já que o diesel é misturado ao biodiesel. No entanto, os preços finais dependem das decisões dos postos de gasolina.
Mesmo sem reajuste na gasolina, alguns postos têm elevado seus preços, o que levou a presidente a pedir que não haja aumentos abusivos, pois as entregas estão regulares e não houve aumento oficial. “Esperamos que haja sensibilidade suficiente para não buscar aumento de margem de forma especulativa”, afirmou.
A presidente da Petrobras lembrou que a empresa não tem controle sobre os postos, já que a BR Distribuidora foi privatizada. Ela também fez um apelo aos governos estaduais para que reduzam os impostos sobre combustíveis, ressaltando que a guerra já afeta a arrecadação e que é necessário um esforço conjunto para minimizar os impactos à população.
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