Saúde
Morte de médica no Rio gera revolta e pedidos de investigação rigorosa
A morte da médica Andréa Marins Dias durante abordagem policial no Rio gera revolta e pedidos de investigação rigorosa.

Diversas instituições estão se manifestando contra a morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, ocorrida durante uma abordagem policial em Cascadura, zona norte do Rio, no último domingo (15). A profissional, que era ginecologista e cirurgiã especializada em endometriose, foi morta por PMs dentro de seu carro, conforme informações da agenciabrasil.ebc.com.br.
O Ministério da Saúde, em nota, destacou a trajetória de quase duas décadas de Andréa no atendimento a pacientes no Instituto Nacional de Câncer (Inca). A médica era conhecida por seu trabalho humanizado no Sistema Único de Saúde (SUS) e atualmente fazia parte da equipe do Hospital do Câncer IV, especializado em cuidados paliativos.
“Neste momento de tristeza, o Ministério da Saúde se solidariza com familiares, amigos, colegas de trabalho e pacientes, expressando suas mais sinceras condolências”, disse a nota oficial.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) também se manifestou, pedindo uma investigação rigorosa sobre o caso. “Lamentamos a situação de insegurança pública em que médicos e toda a sociedade estão sujeitos”, afirmou a entidade.
A Associação dos Funcionários do Instituto Nacional de Câncer (Afinca) destacou a importância do legado de Andréa na medicina e no serviço público. A Unimed Nova Iguaçu, onde a médica colaborou, também elogiou sua dedicação à saúde.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, usou suas redes sociais para repudiar a morte. “Até quando vamos perder pessoas negras para a violência?”, questionou.
Segundo a Polícia Militar do Rio, os agentes teriam confundido o carro da médica com um veículo de criminosos que cometiam assaltos na região. A vítima morreu no local. A corporação informou que os três militares envolvidos foram afastados e que as câmeras corporais utilizadas na ação estão disponíveis para investigação.
A Secretaria de Estado de Polícia Militar lamentou a morte e anunciou a abertura de um procedimento para apurar os fatos, que será conduzido pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
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