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Enfermeiros são indiciados por mortes de pacientes em hospital no DF

Três enfermeiros são indiciados por homicídio após a morte de pacientes em hospital de Taguatinga, no DF. Investigação revela uso de medicamentos indevidos.

Por Urgente Bahia
© Lúcio Bernardo Jr./Senado Feder

A Polícia Civil do Distrito Federal finalizou as investigações sobre a morte de três pacientes em um hospital particular de Taguatinga, ocorridas em 2025, e indiciou três enfermeiros por suspeita de homicídio. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.

Os indiciados são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos; Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22 anos. Eles são suspeitos de terem assassinado pelo menos três pacientes do Hospital Anchieta entre 19 de novembro e 1º de dezembro do ano passado.

Araújo foi indiciado por três homicídios triplamente qualificados, utilizando veneno e métodos que dificultaram a defesa das vítimas. Ele também enfrenta acusações de falsificação de documentos. Marcela foi indiciada pelas mesmas mortes e, se condenados, ambos podem pegar até 90 anos de prisão. Amanda, por sua vez, foi indiciada por dois homicídios e pode ser sentenciada a até 60 anos.

Na última terça-feira (10), o Tribunal do Júri de Taguatinga converteu as prisões provisórias dos três técnicos de enfermagem em prisão preventiva. Os advogados dos indiciados não foram localizados para comentar o caso.

A Polícia Civil não divulgou as motivações dos suspeitos para cometerem os crimes, que vitimaram a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75 anos; o servidor público João Clemente Pereira, 63 anos; e Marcos Moreira, 33 anos. O inquérito segue em sigilo e novas investigações sobre outras mortes suspeitas no Hospital Anchieta estão em andamento.

O caso veio à tona em janeiro, após a Operação Anúbis, que resultou na prisão dos enfermeiros, já demitidos pelo hospital. O delegado Wisllei Salomão informou que as investigações revelaram que os técnicos injetaram medicamentos indevidos nas vítimas, o que levou à morte delas.

Segundo Salomão, um dos técnicos aproveitou um momento em que o sistema estava aberto para receitar e aplicar o medicamento. Amanda e Marcela teriam sido cúmplices, ajudando em momentos cruciais das ações, conforme apuração inicial da Polícia Civil.

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